Retrofit, uma realidade inevitável
Um termo bastante conhecido na engenharia, o retrofit, será cada vez mais utilizado nos diversos mercados brasileiros de refrigeração, ventilação, telecom e ar condicionado. O retrofit é usado para designar o processo de atualização ou modernização em relação à tecnologia de algum equipamento, componente, líquido refrigerante ou sistema, que já está em utilização, por um novo equipamento, geralmente, mais eficiente e menos prejudicial ao meio ambiente.
No setor de supermercados isso vem sendo implementado cada vez mais, devido à necessidade de se tornar mais eficiente, gastando menos energia elétrica, água e bens importantes à natureza. Os benefícios são extensos, pois além de substituir a tecnologia já existente por uma moderna e de qualidade superior, as lojas conseguem um retorno de investimento em 18 meses, com a economia sentida nas despesas.
Conscientização
Qualquer equipamento com o passar do tempo sofre desgaste e pode se tornar um problema para as empresas. Consciente da importância em renovar e manter seus equipamentos sempre atualizados e com a última tecnologia do mercado, o gerente de manutenção da Cooperativa de Consumo, Marco Antônio Feresin, passou a substituir motores elétricos por motores eletrônicos iQ da ebm-papst.
“Nós temos feito retrofit parcial, por enquanto, mas a tendência é fazer retrofit na loja inteira. Eu retirei ventiladores elétricos dos balcões das lojas, identificados por uma tecnologia que tem perda maior de calor, para colocar no lugar o motor eletrônico, iQ, com um consumo de energia muito menor”, conta Feresin.
Ainda de acordo com ele, três lojas inteiras já foram substituídas e outras estão em análise e discussão. “Eu levei essa possibilidade para um gerente. Ele verificou que era viável a substituição, pois o retorno de investimento vem em até 18 meses, e executamos. O supermercado está aqui para vender comida e não para ser uma engenharia, mas devo dizer que temos sim uma engenharia capaz de reconhecer o que é melhor para o mercado”, continua.
Água por ar
Para exemplificar melhor como funciona o retrofit, Feresin contou o caso de uma loja que tinha o sistema de condensação a água e que foi substituído por um de condensação a ar. A eficiência de rejeição à água é maior, pois trabalha com temperaturas mais baixas obtendo um rendimento maior do seu sistema. Na água, o equipamento está ligado a uma temperatura disponível, muito próxima do bulbo úmido ambiente, ou seja, de 3 a 5 graus acima da temperatura ambiente. No caso do ar, a temperatura de condensação será de 8 a 12 graus acima da temperatura de bulbo seco do ambiente.
“Como o bulbo úmido sempre vai ser mais baixo, numa condição mais fria, você terá algo mais próximo. Num dia quente, porém, a uma temperatura de 28 graus, eu tenho que substituir isso, pois tenho uma perda de eficiência inerente. Quando uso água, perco diariamente cerca de 3 mil litros por evaporação e, com isso, passo a ter que repor essa água. Da água utilizada, paga-se imposto e o custo cresce consideravelmente. A vantagem da troca (retrofit) por condensação a ar, é que passo a trabalhar de uma forma ecologicamente correta, pois uso menos água e ganho em eficiência e qualidade. Por lei, em Nova Iorque não se pode usar mais a condensação a água. Usar equipamentos de condensação a ar é algo irreversível”, enfatiza Feresin.
Para a loja
Querendo substituir integralmente, Feresin explica que, no início, o custo na aquisição de um equipamento mais moderno e eficiente pode até ser maior que o preço de um convencional, porém “ele se paga em um ano e meio só com a redução do consumo de energia e o lucro é, sem dúvida nenhuma, maior com o motor eficiente. Com os números de retorno que a ebm-papst nos forneceu, somado aos testes que fizemos, posso garantir que o investimento em motores eletrônicos é um negócio muito fácil de convencer as lojas”, finaliza.
